domingo, 13 de dezembro de 2009

Medo (ir)racional


A racionalidade é parte intríseca parte da humanidade, o que lamento até certo ponto. Admiro muito a capacidade da humanidade de modificar o ambiente, ao mesmo passo em que desprezo o fato de que utilizam dessa capacidade de maneira tão banal a ponto de achar que tudo gira em torno do nosso telencéfalo desenvolvido.

Não adianta vestir com diferentes roupas, colocar piercings e/ou fazer tatuagens. No final, quando tiramos a roupa, nos deparamos com o nosso maior medo inconsciente: somos animais. Aliás, ser chamado de "animal", dependendo do contexto, é algo extremamente ofensivo.

Pode achar ruim o quanto for, mas você tem mamilos, pêlos, um órgão sexual e um ânus. Achar um absurdo quando alguém diz que sente certas vontades só demonstra o medo de admitir a sua animalidade.

Quando se vê uma mulher bonitona, sabe-se que ela faz as necessidades fisiológicas como qualquer outra pessoa, qualquer outro animal, mas tentar imaginar é algo, de forma geral, vago. Pensando bem, isso tem uma carga bem considerável de preciosismo, de que pessoas são seres superiores que não admitem a sujeira que cada um carrega.

Não vai adiantar, nem que se passe a vida toda nessa fantasia. Uma vez que se vira um cadáver, a indiferença dos vermes ao decompor um humano morto demonstra que somos apenas uma matéria orgânica, vulneráveis à dinâmica do mundo. A partir deste ponto, estamos, de uma vez por todas, sob a natureza. Não há evidência maior que essa.

3 comentários:

  1. Um texto não poderia ser mais claro que esse nesse assunto.

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  2. gostei.
    só falta dar palestras em seminarios de auto-ajuda.

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  3. massa véi! esse texto me lembrou esse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE

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