Algumas vezes parece que tudo tende a alguma coisa pré-determinada. Não consigo ser tão social assim e, quanto mais exercito minha socialização, menos honesto comigo mesmo sou - não quero realmente me socializar, mas a conveniência me esmaga como se fosse um filho da puta nem aí pisando numa formiga que tava trabalhando pra manter a ordem na sua vida e contribuir para o equilíbrio do formigueiro.
Por outro lado, tudo que vejo me desagrada em algum ponto e acabo me desestimulando pra continuar meu processo de maior socialização. Faca de dois gumes.
Estamos involuntariamente atados a criar plasticidade em nossas expressões. Criamos um carrasco e damos os instrumentos de tortura e a chave de uma cela escura - enfiamos a faca na nossa espontaneidade e sangramos obrigações.
Essa postagem não vai ter um final legal, tampouco esclarecedor e muito menos consistente. Meu carrasco tá dormindo agora e esqueceu a cela aberta, posso me mover com mais liberdade por um tempo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
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Excelente texto cara, muito bem elaborado, realmente é verdade. você é um bom pensador.
ResponderExcluirGood! Porém imagino se a espontaneidade reinasse na sociedade se ela não ficaria mais caótica do que já é (não sei se deu pra entender). Ordenar-se é algo chato, mas temos que exercitar isso...
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