Números, preciso deles
Necessito incessantemente de crescimento
Megalomania descontrolada
Mais... dê-me mais
Dois, três bifes
Quatro, cinco mulheres
Dez, quinze garrafas
Vinte, quarenta maços
Quero mais, ininterruptamente
Não indague, apenas saia
Variáveis negativas não existem
Minha vida é uma progressão de números
Tenho dois pulmões
Sugam milhões de toxinas e as exalam
Infecto todos ao redor
O que mais alguém quer?
Tenho um cérebro
Com ele consigo dominar vários outros
Não culpem-me por ser abençoado
Minha santidade demanda, não sou desgraçado
Arruíno minha vida
Mas não é o bastante, é apenas uma vida
Mais... é só o que peço
Se for detido, não posso conseguir mais
Então trato de acabar com outras vidas disfarçadamente
Uso couro, de bichos inúteis me alimento e faço da mulher objeto; desigualdade ostento
Faço da hierarquia minha mania
Assim nunca descobrirão...
Se outros fazem, então eu também devo
Sempre correndo por mais
A vida é curta e não quero estragá-la jamais
- poema feito por mim. A abordagem não é lá grandes coisas, mas eu gostei.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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Poxa!! Gostei muito disso!
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